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Saia do Modo Automático Parte III

Sábado, 17 de Agosto de 2019.

  Saia do Modo Automático Parte III Sabemos que o nosso cérebro é composto por bilhões e bilhões de neurônios capazes de fazer milhares e milhares de conexões com seus semelhantes. O nosso “pensante” é uma ferramenta primordial para desempenho de diversas atividades e é através dele que armazenamos, assimilamos e praticamos ações, sejam elas mais ou menos complexas. Somos capazes de questionar existência do universo e aprender com o mundo que existe dentro de nós. Diversos estudos científicos são realizados constantemente com intuído de decifrar e aprender cada vez mais com esse fenômeno que é capaz de nos proporcionar as mais variadas sensações, emoções, reflexões e maravilhas em uma verdadeira infinidade de possibilidades.

A cada momento temos ao nosso dispor uma nova invenção ou uma nova notícia e nos vemos tendo que assimilar o que antes eram meros sonhos distantes e ilusórios. Coisas normais do nosso dia a dia e da maior parte da população nos arremete a um cenário futurista quase inimaginável para muitos bem pouco tempo atrás, que dirá se levarmos em comparação os habitantes dos primórdios do nosso planeta. Os avanços são constantes e de suma importância para o crescimento e atendimento às necessidades e constantes novas necessidades da humanidade, mas como que em um efeito cascata muitas pessoas e a própria natureza têm encontrado sérias dificuldades para lidar com os avanços do mundo globalizado, seus respectivos afazeres e impactos gerados.

“É fato que “vivemos” boa parte da vida no modo automático”. Corremos cada vez mais sem saber aonde iremos, quando poderemos, devemos e iremos parar. Estudos realizados em animais no início dos anos 1990 começaram a perceber que animais com lesões nos “gânglios basais” começavam a apresentar dificuldades na realização de variadas tarefas. O departamento de Ciências Cerebrais e Cognitivas do Massachusetts Institute of Technology realizou um estudo que foi importante para que possamos compreender o funcionamento do cérebro humano. Eles começaram a cogitar que os gânglios basais pudessem ter ligação com os “hábitos”.

O estudo foi realizado com ratos onde os mesmos tinham acesso a um labirinto em forma de T, cada rato ficava posicionado atrás de uma divisória que dava acesso a um corredor com dois caminhos, um para a direita e um para a esquerda onde havia alimento, a divisória se abria após um clique alto ser emitido. No começo os ratos tiveram uma atividade cerebral maior e buscavam conhecer o local, apalpavam tudo ao redor e farejavam até encontrar o alimento.

Conforme os ratos buscavam encontrar o alimento processavam informações durante todo o tempo em que transitavam pelo labirinto. Foi percebido que conforme o procedimento se repetia com os ratos as atividades cerebrais de cada rato alterava-se de acordo com que repetia por seguidas vezes o trajeto. Os ratos pararam de virar para o lado onde o alimento não se encontrava e de apalpar e farejar os cantos, o resultado foi que os roedores atravessavam o labirinto cada vez mais rápido e que sua atividade mental diminuía. Quanto mais automático o caminho se tornava menos os animais pensavam.

No começo quando os ratos exploravam o labirinto para se situar o cérebro trabalhava com mais intensidade para dar vasão a todas as novas informações. Os centros de tomada de decisão do cérebro começaram a ficar sem atividade. Foi constatado que até mesmo estruturas cerebrais ligadas à memória tinham se aquietado. Mesmo enquanto outras áreas do cérebro adormeciam por assim dizer os gânglios basais armazenavam hábitos.

As sondas cerebrais inseridas nos ratos mostravam que toda essa incorporação inconsciente de padrões dependia dos gânglios basais. Os gânglios basais conforme mostrou o experimento eram de suma importância para recordar padrões e agir com base nos mesmos. Em suma os gânglios basais armazenavam hábitos, mesmo quando o restante do cérebro caia no sono. Este processo de “agrupamento” está na raiz de como os hábitos se formam. No próximo artigo falarei a respeito de como os agrupamentos, rotinas e hábitos são capazes de influenciar nossas vidas. Lembre-se que a rotina é morada do hábito e que a humildade e simplicidade fazem parte do estágio mais avançado de gratidão e sabedoria. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.




Por Jhean Garcia