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Saia do Modo Automático Parte IV

Sábado, 31 de Agosto de 2019.

  Saia do Modo Automático Parte IV Vivemos boa parte do tempo no “modo automático”, por vezes é como se estivéssemos numa sessão de hipnose, muitas pessoas sequer percebem algo tão rotineiro, talvez por estar óbvio demais tenhamos dificuldades de enxergar o que está diante dos nossos olhos. Sabemos que o processo de “agrupamento” realizado pelo nosso cérebro consiste em converter uma série de ações numa rotina automática, processo também conhecido por “chunking” que está na raiz de como os hábitos se formam. São diversos os agrupamentos necessários e utilizados no dia a dia, uns mais simples outros mais abstrusos e enigmáticos. Os cientistas relatam que os hábitos surgem porque o nosso cérebro está a todo o momento buscando formas de poupar energia e evitar esforço para que nossas mentes desacelerem com mais frequência, isso nos possibilita desempenhar outras atividades que muitas vezes julgamos ser mais importantes, esse é o lado positivo. Quando realizamos determinada atividade pela primeira vez começamos a criar caminhos neurais para essa atividade e com o tempo esses caminhos ficam cada vez mais intensos vindo a funcionar de forma automática, passamos então a ter hábitos quase que inconscientes. Podemos dizer que quando surge um hábito, o nosso cérebro para de participar totalmente da tomada de decisões. Cole nos hábitos e eles irão grudar em você. A linha entre a rotina e o hábito é tênue, se assemelha a uma fronteira que pode ser facilmente ultrapassada caso não exista uma fiscalização eficaz. Como carta na manga os gânglios basais utilizam como ferramenta um “sistema inteligente” que determina quando devem permitir que os hábitos assumam o comando. Algo que acontece sempre que um bloco de comportamento começa ou termina. Todo esse processo no interior dos nossos cérebros tem um “gatilho” que permite que entremos em modo automático, por isso é importante conhecer e reconhecer esses gatilhos. Poupar energia é algo viável para que possamos focar em atividades que exijam maiores níveis de energia, o ponto fraco disso é a possibilidade de desligar no momento indesejado, o que pode trazer uma série de complicações e anomalias quando então ficamos vulneráveis, podemos deixar de perceber algo importante e a “diferença entre ver e enxergar”. Quanto mais automáticos forem os caminhos menos iremos pensar a respeito. Devemos nos atentar ao nosso cérebro, ampliar nossa percepção e discipliná-lo, pois se deixado por conta própria tenderá a trabalhar mais lentamente com maior frequência. Existem hábitos bons e ruins, o segredo está em perceber a existência dos mesmos, a diferença entre ambos e na decisão dos quais devemos conviver levando em consideração a utilização do bom senso. Quanto mais forte for o hábito mais energia precisará ser gasta para percorrer o caminho contrário. Quando deixamos de fazer certas atividades habituais retiramos sua força e a intensidade desses caminhos neurais enfraquece, tudo começa no pensamento. Ao dominar nossos pensamentos e pensar sobre eles passamos a exercer maior controle sobre nós mesmos, podendo resultar em melhores decisões que consequentemente serão determinantes nas posteriores consequências. Em muitas ocasiões a proporção, o equilíbrio e o bom senso separam o remédio do veneno, viável de inviável. Deguste menos o “modo avião” e saboreie mais o poder da decisão. Entenda que o ser humano é um universo em expansão. O medo de pensar e agir de forma diferente limita muitas pessoas e as impede de enxergar novas perspectivas, bem como buscar novas alternativas para resolver problemas e progredir. Pare de hibernar diante de seus pensamentos e ações! Reavalie e quando necessário faça modificações. Dê o testemunho cabal de si mesmo mergulhado na sua melhor versão e se torne testemunha ocular de uma vida abundante. Vivencie o improvável e expanda a sua mente. O maior e verdadeiro poder é o poder sobre si mesmo. Trabalhe o seu cérebro e ele trabalhará para você. Saiba o que procurar, procure da forma correta e encontrará. Precisamos caminhar em direção ao nosso universo interior para que possamos ampliar nossa visão, lidar melhor com o nosso eu, obter uma maior compreensão do mundo ao nosso redor e vivenciar uma vida abundante com raízes de gratidão e bom senso. Lembre-se que todo ser humano é responsável pelo bem que não faz a si mesmo e aos seus semelhantes. Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.

Por Jhean Garcia

Crédito da Foto: Reprodução