Saúde Mental: Transtorno de Personalidade Borderline

Quinta, 02 de Novembro de 2017.

Saúde Mental: Transtorno de Personalidade Borderline

A personalidade de um indivíduo é composta por um componente biológico, o temperamento, geralmente herdado geneticamente. E por um componente social, o caráter, conjunto de traços, conceitos, qualidades aprendidas e internalizadas a partir das experiências sociais.A personalidade refere-se ao conjunto de padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos que tendem a se repetir durante a vida.
Os transtornos de personalidades estão relacionados a perturbações graves na constituição subjetiva, ou seja, na construção da personalidade, onde as desordens psíquicas interferem significativamente no comportamento do sujeito, causando-lhe consequências, pessoais, relacionais e/ou sociais. Ou seja, os transtornos de personalidade se configuram a partir da dificuldade do indivíduo em se adaptar ou se ajustar aos conflitos e situações vividas.
O Transtorno de personalidade emocionalmente instável tipo borderline (limítrofe) tem como característica principal a instabilidade emocional de maneira frequente, intensa e persistente. Os indivíduos não controlam seus impulsos, agindo sem pensar e com intensas explosões de raiva. Medo do abandono, tendência a assumir riscos de forma inconsequente, tristeza, ciúmes, apego excessivo e descontrole emocional também estão presentes.
Os “borders” não lidam bem com frustrações e desesperam-se frente à mínima ameaça de rejeição ou desaprovação. Vivem intensamente as emoções e geralmente de forma polarizada.
Os relacionamentos amorosos dos indivíduos borderlines são repletos de conflitos, dramas, instabilidades e vinculações patológicas. Quando as relações se desgastam e chegam ao fim, um processo esperado e natural mediante tamanha disfunção, os borders no geral, tentam obter novamente o controle do outro, através de chantagens e promessas ou acabam “presos” a um estado de depressão e melancolia.
As causas do transtorno de personalidadeborderline ainda não estão bem definidas, mas fala-se em um componente genético. Contudo, experiências emocionais fortes e/ou traumáticas na infância também são consideradas “gatilho” para o desenvolvimento do transtorno.
O tratamento consiste em acompanhamento psicológico, onde o sujeito através da psicoterapia poderá compreender seu diagnóstico e assim desenvolver formas mais saudáveis e equilibradas de se relacionar com o outro e consigo mesmo. Além do tratamento medicamentoso com o psiquiatra.

Psicóloga Bruna M. Spada Sant’Anna, Especialista no Atendimento de Casal e Família, Integrante do COMMUTRI – Conselho Municipal da Mulher Trirriense, Palestrante, Coautora do livro: Psicologia Temática e Colunista do ENTRE-RIOS JORNAL e Revista Minha Saúde.

Por Bruna Spada

Crédito da Foto: Reprodução

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