Síndrome Metabólica

Quarta, 14 de Novembro de 2018.

O aumento de peso afeta cada vez mais pessoas e é hoje um problema de saúde pública mundial. O número de casos continua aumentando em todos os continentes, especialmente na América Latina, em todas as faixas etárias e em ambos sexos.
Hoje sabemos que a distribuição de gordura é mais importante que o peso em si e que seu acúmulo na região abdominal está associado a risco de várias doenças, como pressão alta, diabetes, alterações do colesterol e infarto do miocárdio. Quando associadas, estas doenças recebem o nome de Síndrome Metabólica.

Colelitíase

Caracteriza-se pela presença de pedras (cálculo ou litíase) no interior da vesícula biliar, esta que é um pequeno órgão com a forma de um saco (semelhante a uma pêra) e fica localizada próxima ao fígado, medindo 7 cm a 10 cm de comprimento. A vesícula armazena a bílis, um líquido amarelo esverdeado (com 40ml a 50ml, produzindo 600ml diários) espesso que é produzido pelo fígado. depois da alimentação, a vesícula se contrai e libera a bílis no intestino, e entra em contato com o alimento, auxiliando na digestão que foi iniciada pelo estômago; a bílis tem como função básica digerir as gorduras e auxiliar na absorção de nutrientes como as vitaminas A, D, E e K.
a vesícula biliar só consegue armazenar a quantidade diária de bílis (600ml) por causa da sua capacidade de absorção, ela absorve água e eletrólitos concentrando a bílis entre 5 a 10 vezes. Essa concentração pode afetar a solubilidade de dois importantes componentes dos cálculos biliares: colesterol e cálcio.
O cálculo ocorre devido o aumento da concentração do colesterol e do cálcio.

Complicações

a) Colecistite aguda: quando a pedra fica presa logo na saída da vesícula com um período prolongado, é uma inflamação aguda da vesícula biliar com dor (algia) intensa e constante, geralmente acompanhada de febre.
b) Cólica biliar: quando uma das pedras fica presa na saída da vesícula impedindo o fluxo de bílis, levando a uma distensão importante e a um esforço pra expelis a pedra. O resultado é uma dor semelhante à cólica.
c) Coledocolitíase: é o resultado da migração de uma pedra a vesícula biliar para o colédoco, que é o principal canal responsável por levar a bílis do fígado até o intestino, obstruindo. nestes casos o paciente fica ictérico (pele e parte branca dos olhos ficam amarelados), pois a bílis fica impedida de chegar ao intestino, acumulando-se no fígado e no sangue.
d) Colangite: e a infecção dos canais bílicos por bactérias após a obstrução, já que a bílis parada favorece a proliferação de bactérias.
e) Pancreatite: é a inflamação do pâncreas. O canal que leva a bílis da vesícula para o intestino passa dentro do pâncreas e se junta com o canal principal que drena o suco pancreático. Quando o cálculo obstrui esses ductos o suco pancreático. Quando o cálculo obstrui esses dutos esses ductos, o suco pancreático fica retido e acaba agredindo o próprio pâncreas.

Por Dr. Eneas Zandomênico

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