Uma referência política que fica

Quinta, 11 de Julho de 2019.

Uma referência política que fica

Nossa página não tem postado boas notícias ultimamente. Não somos porta-vozes do apocalipse, muito menos, assessores de imprensa das boas novas da chegada de um novo Messias. São notícias tristes que, em certo período, dominam as boas. Fazem parte da rotina de um jornalista. Agora, por exemplo, acabo de cruzar com o Reinaldo Maia, filho do Joel Maia, nos corredores do nosso hospital. Desde que o conheci, em 1988, trabalhando no Governo Samir Nasser, que passei a admirar a competência política e administrativa daquele homem simples de Serraria, que virou Comendador Levy Gasparian, de fala mansa, mas com uma postura ilibada que impunha respeito.

Sempre que cruzava com o Reinaldo, dizia: “Mande um abraço pro seu pai. Gosto mundo dele!”. Mas, hoje, a resposta dele foi de despedida. Foi bom estar ali, neste momento, para dizer a ele, seu filho, em nome de todos nós, trirrienses, que homens públicos como Joel Maia não partem. Deixam uma herança política tão bonita que nos fazem acreditar que por trás de cada deputado que se vende no congresso nacional, por 50 mil moedas de ouro, para votar a favor da reforma da previdência, que se fosse decente não estaria à venda, passou pela administração pública uma pessoa decente que jamais traiu a sua gente. Pelo contrário, fez de cada voto de confiança lhe concedido um gesto de retribuição. E honrou cada um deles trabalhando, e muito, em todos os seus mandatos.

Que exemplo nos deixa Joel Maia em meio a tantos maus exemplos que brotam, hoje, pela nossa política. Descanse em paz, meu amigo, missão mais do que cumprida. Foi um prazer ter, no nascedouro dos meus trabalhos na prefeitura de Três Rios, um exemplo de honradez e dignidade do tamanho da sua obra.

Por José Roberto Lopes Padilha

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