Bom das Bocas, com a força de Oxóssi, desfila na busca pelo 16º título

Verde e branco do Caixa D´Água aposta no talento de Junior Pernambucano

Três Rios - (Entretenimento) - Quinta, 20 de Fevereiro de 2020 às 07:00 horas.

  Bom das Bocas, com a força de Oxóssi, desfila na busca pelo 16º título Com o enredo " Okê Arô - O Rei das Matas", a escola de samba Bom das Bocas vai homenagear Oxóssi, o orixá da caça e das matas. Com esse tema, a verde e branco do bairro Caixa D´Água aposta mais uma vez no talento do carnavalesco Junior Pernambucano, que está se dividindo entre Três Rios e o Rio, onde assina o carnaval de uma das mais tradicionais escolas de samba do carnaval carioca, o Império Serrano. Ao todo, o artista já conquistou seis títulos na escola onde iniciou sua trajetória, quando chegou em Três Rios.
Atualmente o Bom das Bocas possui 15 títulos e lidera o ranking ao lado do Bambas do Ritmo. Vale lembrar, também, que a agremiação lidera o ranking do Troféu Ziriguidum, a premiação do Entre-Rios Jornal aos melhores do desfile das escolas de samba de Três Rios, com 127 troféus conquistados desde 2003, quando a premiação teve início.

Expectativa em mais um tema afro

Em se tratando do carnavalesco Junior Pernambucano, o público pode esperar um belo desfile, que vai mesclar o rústico da temática africana com o brilho nos detalhes muito bem cuidados dos três carros alegóricos que a escola vai levar para a avenida. Nessa linha de enredos, Junior fez desfiles inesquecíveis para o Bom das Bocas, como foram em 2013 (Palmares - Sonho de Liberdade) e 2018 (Tesouros de um Rei chamado Chico).
De volta ao Bom das Bocas, o presidente Otorino Bilheri não esconde a ansiedade pelo dia do desfile de sua escola, afinal, ele sempre se declarou um apaixonado pela agremiação desde quando, em sua gestão, resgatou as raízes da verde e branco que é considerada uma potência do carnaval trirriense e ficou parada por quase nove anos.
No barracão, que mais uma vez está funcionando no Complexo Esportivo Social Olímpico, o clima é de confiança entre toda a equipe que trabalha incansavelmente para um desfile sem erros, para apagar de vez a lembrança do terceiro lugar no ano passado, colocação que não agradou em nada a muitos boquenses, sempre acostumados com o título ou o segundo lugar.
"O enredo do Bom das Bocas vai retratar a história do orixá Oxóssi, seu envolvimento com outros orixás e a ligação com o sincretismo religioso. Oxóssi é a natureza e o orixá tem uma forte ligação com a força da terra. Guerreiro e valente, o orixá passa em cada setores sua luta e conquistas", disse o carnavalesco Junior Pernambucano.

História grandiosa em um pequeno bairro

Da mesma forma que sua principal rival no carnaval trirriense, o Bom das Bocas, embora um ano na frente, estreou como escola de samba em 1972, quando apresentou o enredo “Riquezas Minerais” e foi campeã logo na estreia como escola de samba. Em sua história, memoráveis desfiles foram assinados pelo saudoso carnavalesco Wanderley Rodrigues, um dos mais talentosos artistas que o carnaval trirriense já teve. Mestre Leley, como era carinhosamente chamado, deixou um legado importante na trajetória da verde e branco através de desfiles inesquecíveis.
Na galeria de belos sambas de enredo, a escola tem obras assinadas por nomes como Neguinho da Beija-Flor e seu irmão Nêgo, além de Davi Corrêa, compositores e intérpretes de sambas de enredo consagrados no carnaval carioca.
Em se tratando de um bairro pequeno como é o Caixa D´água, a escola se tornou um gigante no carnaval trirriense. Os concorridos ensaios na antiga quadra a poucos metros do pontilhão da linha férrea, ficavam lotados, fazendo com que as ruas adjacentes ficassem quase intransitáveis.

Samba com a força do orixá

A movimentação no barracão está dentro do planejado e a escola, que será a penúltima desfilar, quer garantir uma apresentação sem erros também na avenida. O samba de enredo dos compositores José Américo, José Mário, JC Coelho, Nego, Jail Botafogo e Kunta será interpretado na avenida por um time de primeira linha, que tem, além dos intérpretes Zé Bola e Riquinho, o veterano Nêgo, maior ganhador do prêmio Estandarte de Ouro de sua categoria, além de Juan Briggs, do compositor Zé Mário e de Vitória, do Trio Renato Esttrada & Família.
Embora com trechos na língua iorubá, o refrão já está na boca da comunidade: " Iruquerê, ofá, abô/ Na Juremeira axoxô pra Inlé/ O Rei das Matas! Okê Arô!/ Kolofé Olorum! Axé!"

Por Redação

Crédito da Foto: Zeca Lima

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