Cárie: um problema de saúde bucal que precisa ser levado a sério

País - (Saúde) - Quarta, 26 de Junho de 2019.

Cárie: um problema de saúde bucal que precisa ser levado a sério

Comum entre os brasileiros, mas distante de ser trivial, a cárie dentária é um dos problemas de saúde bucal mais comuns. Para se ter uma ideia, atinge mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo, com uma estimativa de 200 milhões de novos casos por ano. Os números alarmantes ressaltam a importância de conscientizar a população, que deve agir preventivamente para evitar que manchas brancas, os primeiros sinais visíveis da doença, apareçam e levem à quebra da superfície do dente, podendo chegar até à perda.

“Basicamente, os hábitos que adquirimos ao longo dos nossos primeiros anos e na adolescência determinam se teremos a cárie como um problema na nossa vida. Consumo de açúcares, principalmente a sacarose, associado à higienização bucal deficiente são os hábitos primários que, se não evitados, permitem o aparecimento da cárie”, explica o coordenador do curso de Especialização em Dentística da FMP/Fase, Antônio Fernando Monnerat, doutor em Odontologia e mestre em Dentística.

O especialista ressalta que a cárie compromete a saúde, pois dificulta a adequada alimentação e pode inibir o convívio social quando as lesões atingem a estética dos dentes. Além disso, lesões de cárie avançadas podem atingir a polpa (canal) causando dor e até abcessos com consequência para a saúde sistêmica. O processo de surgimento da doença bucal se dá quando restos de alimentos açucarados são mantidos na boca sem escovação por longos períodos, reduzindo o ph no esmalte, o que favorece o acúmulo e proliferação de streptococcus mutans (um dos principais micro-organismos que geram cárie). Esse germe produz ainda mais ácido que, com o tempo, pode resultar na perda da superfície dentária e na formação da cavidade.

Caso a cárie esteja na fase inicial, o dentista consegue reverter o processo de desmineralização do elemento dental com aplicações de substâncias cariostáticas como o flúor, que devem ser complementadas pela correta higienização por parte do paciente. Na etapa intermediária, já com perda da estrutura dental, é necessária uma restauração do dente. Ainda há casos em que a doença está em um processo tão avançado, que é preciso fazer o tratamento de canal e a realização de blocos ou coroas.

“Evidentemente que a educação para a saúde, fornecendo informações sobre a cárie no processo de conscientização dos pais, professores e do próprio paciente, é a melhor fórmula para a prevenção. O mais importante é o dentista agir como educador, transmitindo conhecimento sobre o processo da cárie. Para o dano causado pela cárie, a destruição dos dentes, as soluções são uma variedade de restaurações funcionais, estéticas ou não, permitindo que o paciente volte a mastigar e a sorrir adequadamente”, destaca o dentista. Planeg Publicidade

Por Redação

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