Detran.RJ e ISP lançam Dossiê Trânsito 2019, com estatísticas sobre infrações e acidentes

Estado do Rio - (Segurança) - Quinta, 19 de Setembro de 2019.

Detran.RJ  e ISP lançam Dossiê Trânsito 2019, com estatísticas sobre infrações e acidentes

Nesta quarta-feira (18), o Detran.RJ lançou em parceria com o Instituto de Segurança Pública (ISP) a terceira edição do Dossiê Trânsito. A publicação, apresentada em cerimônia no auditório da Secretaria de Fazenda, no Centro do Rio, reúne dados estatísticos referentes ao ano de 2018 e foi elaborada pela Coordenadoria de Estatística e Acidentologia do departamento, em conjunto com equipes do ISP e da Polícia Civil.
O vice-governador, Claudio Castro, participou do lançamento, que marcou o início da programação da Semana Nacional do Trânsito e segue até o dia 25 de setembro. Além dele, o presidente do Detran, Marcelo Bertolucci, a presidente do ISP, Adriana Pereira Mendes, e o coordenador-geral da Operação Lei Seca, Cel. Marco Rocha, compuseram a mesa.
“Aqui estamos travando uma luta diária pela vida. Podemos ver, folheando esse trabalho, que temos acidentes por excesso de velocidade e por atropelamento, em sua maioria. Ou seja, motoristas e pedestre sofrendo juntos. Esses dados podem mudar a sociedade na prática. É fantástico o que estamos fazendo para que possamos entender o que acontece no Estado e trabalhar para mudar isso”, destacou Claudio Castro.
O presidente do Detran, Marcelo Bertolucci, lembrou que uma das missões do departamento é implantar políticas de educação e fiscalização. Para isso, são realizadas ações de conscientização dos atores do trânsito e blitzen educativas. Ele ressaltou ainda que, entre os números do Dossiê Trânsito, o percentual de mortes ainda é muito alto. “São 9,6% das vítimas de mortes violentas em todo o estado do Rio. É um número muito grande, que pode ser evitado com mais educação e respeito às leis de trânsito”, afirmou.
O trabalho apresenta informações sobre acidentes fatais e não fatais, infrações no trânsito e perfil dos condutores e infratores, além das alterações na legislação que visaram à redução de acidentes e à preservação da vida.
A presidente do ISP parabenizou as equipes de estatísticas do ISP e do Detran.RJ, que reuniram e analisaram os dados. “A ideia de todo o nosso esforço é nortear as políticas públicas do estado. Esperamos que esse trabalho possa ser frutífero, tanto na prevenção, mas também na repressão, quando falamos de acidentes de trânsito”, afirmou.
A publicação também traz conclusões sobre estatísticas das chamadas do Serviço 190 e de internações decorrentes de acidentes de trânsito em leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), em parcerias com a Polícia Civil e Secretaria de Estado de Saúde, respectivamente.
“Os dados homologados nesse trabalho buscam fornecer dados confiáveis no sentido de descrever a magnitude de problemas ligados a área de trânsito, assim como subsidiar programas de educação no trânsito e políticas na prevenção de acidentes de trânsito. A utilização das estatísticas de acidentes de trânsito é primordial para identificar riscos, desenvolver estratégias e intervenções corretivas”, afirma Pedro Pepe, coordenador de Estatística e Acidentologia do Detran.RJ.

Acidentes de trânsito - Em 2018, 1.957 pessoas morreram e 27.520 se lesionaram em acidentes de trânsito no estado, ou seja, em média, 81 pessoas se envolveram em acidentes de trânsito por dia. O ano de 2018 registrou cerca de 11 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes, mantendo-se estável nos últimos três anos. Quando observamos os dados de vítimas fatais por região do estado, o Interior apresentou a maior taxa por 100 mil habitantes: foram 14,1 mortes por 100 mil habitantes.
Ao analisar as causas das mortes no trânsito, o Dossiê mostra que mais de um terço das mortes no trânsito (35,2%) foram provocadas por atropelamento e 24,7% por colisão de veículos. Quanto ao perfil, 44,7% das vítimas fatais de atropelamento tinham mais de 60 anos e 37,3% das vítimas fatais por colisão de veículos tinham entre 18 e 29 anos.
Em relação às vítimas não fatais, o ano de 2018 apresentou a segunda menor taxa de toda a série histórica: 161,6 vítimas lesionadas por 100 mil habitantes. Entre as regiões do estado, a Grande Niterói (Niterói, Maricá e São Gonçalo) apresentou a maior taxa de vítimas: 206,5 por 100 mil habitantes. Nos acidentes com vítimas não fatais, 23% foram motivados por causa de batida de veículos e 11% por atropelamentos. Ao analisar o perfil dos acidentes de trânsito, 26,6% das vítimas não fatais de atropelamento tinham entre 30 e 45 anos e 37,7% das vítimas de lesões corporais por colisão de veículos tinham entre 30 e 45 anos.

Infrações de trânsito - Os dados da Coordenadoria de Estatística e Acidentologia do Detran.RJ, no ano passado, registram que foram cometidas 4.822.305 infrações de trânsito no estado do Rio de Janeiro. Metade dessas infrações foi por excesso de velocidade. A capital é a região do estado com a maior proporção de infrações (60,6%), seguida do Interior (22,3%).
Ao analisar o perfil dos infratores de trânsito, vemos que 59,6% são do sexo masculino e 22,1% do sexo feminino. A faixa etária de 31 a 40 anos foi a que apresentou o maior número de infratores no ano passado, representando 21,1% das autorias, seguida da faixa de 41 a 50 anos, com 18,9% das infrações cometidas.

Operação Lei Seca: dez anos de vida - Em homenagem aos dez anos de existência da Operação Lei Seca, esta edição apresenta um panorama dos dados referentes às ações da operação entre os anos de 2009 e 2018. Por meio de um convênio entre a Secretaria de Estado de Governo e Relações Institucionais (SEGOV), a Secretaria de Estado de Casa Civil e Governança e o Detran.RJ, o Governo do Estado do Rio de Janeiro articulou uma política pública, de caráter permanente, cujo objetivo principal é reduzir os acidentes de trânsito no estado, além de advertir a população sobre os perigos da condução de veículos sob efeitos do álcool, promovendo ações de conscientização em locais de grande concentração de público e blitz em vias públicas.
Após a implementação da Operação Lei Seca em 2009, o número de ações cresceu a cada ano, sendo 2015 aquele em que elas mais ocorreram (2.984 operações). Nos anos de 2015 e 2016 foram registradas as menores taxas de acidentes fatais no estado e os índices de acidentes não fatais tiveram quedas expressivas. Apesar da redução no número de operações ocorridas nos últimos três anos, o número de condutores abordados por operação se manteve estável nesse período – apenas em 2018, 328.738 condutores foram abordados, ou seja, a Operação Lei Seca abordou cerca de 901 condutores por dia em 2018. Destes condutores, 14.147 foram flagrados pela operação com sinais de alcoolemia e aproximadamente 80% dos condutores flagrados se recusaram a realizar o teste do etilômetro.

Outros olhares - Na seção “Outros olhares” do Dossiê Trânsito 2019, o artigo de Nadine Melloni (Instituto de Segurança Pública) analisa as chamadas para o Serviço 190, da Secretaria de Estado de Polícia Militar, relacionadas a acidentes de trânsito. De todas as ligações realizadas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para o 190 em 2018, os acidentes de trânsito com vítima apareceram como o oitavo motivo mais frequente, com aproximadamente 30 mil ligações. Destas ligações, 67,8% geraram despachos de viaturas – ocupando a quinta posição entre os motivos mais recorrentes de despacho. O artigo mostra como a Polícia Militar dedica grande parte de seu tempo e empenho no atendimento a essas ocorrências, que ocupam o primeiro lugar em termos de tempo mediano gasto (115 minutos). Nesse sentido, é importante pensar em como outros órgãos podem colaborar para aumentar a segurança dos cidadãos nas vias, atuando para reduzir o número de ocorrências e, quando possível, tornar o atendimento mais eficiente.
O segundo artigo é uma análise sobre internações e óbitos por acidentes de trânsito segundo dados do Datasus, de Aloísio Geraldo Sabino Lopes, da Secretaria de Estado de Saúde. O artigo mostra que foram registradas, por dia, 27 internações no Sistema Único de Saúde (SUS) decorrentes de acidentes de trânsito – dessas vítimas, cerca de 96% receberam alta e 4% faleceram no hospital. A maior parte das vítimas de acidentes de trânsito atendidas pelo SUS foi em decorrência de atropelamentos e acidentes de motocicleta. Segundo o artigo, em média, cada internação custou cerca de US$ 426 para os cofres públicos.
As informações divulgadas no Dossiê têm como fontes o banco de dados dos registros de ocorrência da Secretaria de Estado da Polícia Civil, o banco de dados da Coordenadoria de Estatística e Acidentologia do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran.RJ) e o banco de dados da Operação Lei Seca. Ascom Detran.RJ

Por Redação

Crédito da Foto: Clarisse Castro

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