Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

*Dra Christiane Reis da Fonseca

País - (Cotidiano) - Sábado, 28 de Setembro de 2019.

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

Dia 21 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Essa data visa conscientizar as pessoas sobre as dificuldades enfrentadas pelos indivíduos com deficiência, ou seja, que apresentam algum problema de natureza mental, intelectual, física ou sensorial, que acaba por dificultar sua interação na sociedade. Além da integração, o respeito e a acessibilidade também são importantes questões de debate, pois a sociedade muitas vezes ignora os direitos dos portadores de deficiência e acaba mantendo-os excluídos e limitados. A luta visa melhorar a qualidade de vida de todos esses indivíduos e a inclusão deles.
Essa data foi oficializada em 2005 pela Lei Nº 11.133, entretanto, já era comemorada desde o ano de 1982.
O 21 de setembro foi escolhido porque está próximo do início da primavera, estação conhecida pelo aparecimento das flores. Esse fenômeno representaria o nascimento e renovação da luta das pessoas com deficiência. Assim sendo, o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência surgiu como forma de garantir a integralização dessas pessoas na sociedade de maneira igualitária e sem preconceitos.
Muitas conquistas já foram obtidas, mas muitas pessoas com deficiências ainda sofrem com a falta de acessibilidade e preconceitos. A falta de acessibilidade é uma grande barreira, uma vez que impede, muitas vezes, a locomoção, a comunicação e até mesmo o direto à informação. Já o preconceito faz com que a deficiência se torne um empecilho para arrumar um emprego ou continuar os estudos, por exemplo.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 45,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, o que corresponde a 23,91% da população brasileira. Isso requer atenção e cuidados especiais pela sociedade. Atividades como pegar um transporte, estudar e trabalhar são áreas que mais excluem esses indivíduos.
A falta de conhecimento da sociedade, em geral, faz com que a deficiência seja considerada uma doença crônica, um peso ou um problema. O estigma da deficiência é grave, transformando as pessoas cegas, surdas e com deficiências mentais ou físicas em seres incapazes, indefesos, sem direitos, sempre deixados para o segundo lugar na ordem das coisas. É necessário muito esforço para superar este estigma.
Deve-se lembrar, sempre, que o princípio fundamental da sociedade inclusiva é o de que todas as pessoas portadoras de deficiência devem ter suas necessidades especiais atendidas. É no atendimento das diversidades que se encontra a democracia.
Assim sendo, a luta deve ser constante, e essa data é uma oportunidade para demonstrar força na busca pelos direitos dessas pessoas.
“Aquilo que não me mata, me fortalece”, escreveu o filosofo alemão Friedrich Nietzsche. No século XIX, o contexto era outro, mas se encaixa perfeitamente na superação das barreiras que surgem no cotidiano e ao longo de toda a vida das pessoas que possuem algum tipo de deficiência. O esforço para seguir lutando por questões como igualdade de oportunidades, respeito às diferenças e inclusão social fazem dessas pessoas, e seus familiares, vencedores a cada dia.
Curiosidade: A Lei 13.146 de Julho de 2015 representou um grande marco na luta das pessoas com deficiências e instituiu a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). De acordo com essa lei, passou a ser crime praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência, assim como abandonar pessoas com deficiência em hospitais, casas de saúde, entidades de abrigamento ou congêneres, apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão, benefícios, remuneração ou qualquer outro rendimento de pessoa com deficiência e reter ou utilizar cartão magnético, qualquer meio eletrônico ou documento de pessoa com deficiência destinados ao recebimento de benefícios, proventos, pensões ou remuneração ou à realização de operações financeiras com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem.
Faz-se importante que reflexões sejam feitas para garantir o enfrentamento desta questão, favorecendo, assim, o exercício da cidadania por todas as camadas sociais.

*Fisioterapeuta NASF AB Três Rios;
Especialista em Reabilitação Cardiovascular e Respiratória;
Formação em RPG e Pilates

Por Redação

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