Em entrevista exclusiva, Zé Rodrigues fala sobre eleição da Liest

O representante da Liga também explicou o não rebaixamento de nenhuma agremiação, a situação do Triângulo, premiação e a retirada dos carros

Três Rios - (Entretenimento) - Sexta, 15 de Março de 2019.

Em entrevista exclusiva, Zé Rodrigues fala sobre eleição da Liest

Após o final do Carnaval e das comemorações das escolas de samba que retornaram ao desfile das campeãs no último sábado (9), algumas perguntas pairam entre os sambistas e os apaixonados pela arte de criar, desenvolver e colocar uma agremiação na avenida.

Em entrevista concedida exclusivamente ao Entre-Rios Jornal, José Rodrigues, o Zé da Cultura, que era o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba Trirrienses (Liest), informou que vai convocar eleição da Liga para o começo de abril para que a mesma seja realizada até o final do mesmo mês.

“Vamos disponibilizar o estatuto e os interessados vão apresentar as chapas. Para ser candidato tem que ser sócio da Liest ou ser indicado por alguma agremiação e estar ligado ao Carnaval. Caso não apareça nenhuma chapa vou dar baixa no CNPJ da Liga e acabar com ela. Eu não vou ser candidato, estou deixando a Liest”, disse Zé Rodrigues.

Quanto ao questionamento do rebaixamento da última agremiação colocada do Grupo A em Três Rios, que no caso foi o Sonhos de Mixyricka, Zé disse que estava previsto no regulamento que uma escola, das quatro que desfilaram no domingo (3) de Carnaval, iria descer e a Em Cima da Hora, que estava no Grupo B, deveria subir, mas a Em Cima da Hora pediu licença este ano, após o regulamento estar pronto.

“Já que a agremiação do bairro Monte Castelo não desfilou, não tem escola para subir, então para 2020 permanecem as quatro agremiações que estão no Grupo A. Não seria viável fazer um desfile apenas com três escolas, já que a Em Cima da Hora, retornando aos trabalhos, vai desfilar no Grupo B”, explicou o representante da Liga.

Já a situação do Independente do Triângulo, a escola permanece sem poder receber verba pública para auxiliar no desfile, já que existe uma pendência desde 2007 com o Tribunal de Contas, que rejeitou a prestação de contas do ano de 2002 da escola e desde então o fato vinha se arrastando na justiça.

No ano de 2002, o Triângulo era a única escola com a documentação em dia, e com isso recebeu a sua verba e também a verba da Mocidade, Bambas do Ritmo e Mixyricka, que não estavam com a documentação correta.

Na época, o valor para cada escola foi de R$ 5.550 destinados a montagem de alegorias, fantasias, adereços e demais despesas. No total foram R$ 22.200 que o Triângulo “recebeu” para retirar a sua parte e o restante ser divido igualmente entre as demais escolas.

No fim do Carnaval de 2002, foi feita a prestação de contas do Triângulo e as mesmas foram rejeitadas, porém, a escola só foi informada da rejeição no ano de 2009. Novos documentos foram enviados para o Tribunal de Contas, incluindo recibos assinados e protocolados em Cartório, das três escolas beneficiadas.

Os anos se passaram e o Triângulo continuou recebendo a verba e desfilando normalmente, porém, ano passado, a poucos dias do Carnaval, o Tribunal de Contas mandou um parecer rejeitando novamente as contas e informado que a agremiação não estava apta a receber a verba pública.

“Tem que ver quem vai ficar à frente da agremiação, se vai ter eleição para eleger uma nova diretoria e definir se parcela a dívida ou se tenta provar na justiça que a escola não tem culpa dessa pendência; que essa dívida não é dela. O Antônio Luiz que era o presidente da escola no ano de 2002 estava mexendo para tentar resolver esse problema, mas infelizmente ele faleceu”, contou Zé Rodrigues.

Outro assunto conversado foi o da premiação no valor de R$ 30 mil, sendo R$ 15 mil para a agremiação campeã (Mocidade), R$ 10 mil para a vice (Bambas do Ritmo) e R$ 5 mil para terceira colocada (Bom das Bocas).

Segundo o representante da Liga, as agremiações têm que prestar contas do Carnaval de 2019 para futuramente receber esses valores. As escolas têm o prazo de 60 dias, a contar do dia 11 de março, para apresentar a prestação de contas para a Prefeitura.

Já os carros alegóricos, que ainda se encontram no estacionamento da Apae, na Avenida Condessa do Rio Novo, no centro da cidade, os mesmos estão sendo preparados para serem retirados de lá.

“A Prefeitura disponibilizou um caminhão para levar até as quadras ou ao local que a escola queira, as esculturas, adereços, panos... que estão nas alegorias e depois que estiver só o chassi, um trator, vai puxa-los até os seus destinos. Este trabalho começou ontem (14) e tem previsão de ser finalizado no domingo (17), mas preciso que os presidentes ou diretores das escolas venham ajudar. Os carros têm que sair de onde estão para não atrapalhar o estacionamento da Apae”, finalizou o Zé da Cultura.

Por Aline Carius

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