Em queda, mercado de trabalho atual eleva número de lares sem renda, diz Ipea

No último trimestre de 2018, 22,2% dos domicílios pesquisados não tinham nenhum morador desempenhando uma atividade remunerada

País - (Economia) - Quinta, 21 de Março de 2019.

Em queda, mercado de trabalho atual eleva número de lares sem renda, diz Ipea

O mercado de trabalho está longe do normal, com a manutenção de uma taxa de desemprego elevada e persistente, principalmente entre os brasileiros menos escolarizados, fez aumentar o número de lares no país sem renda alguma proveniente do trabalho ou com uma remuneração muito baixa.
Com um divulgado feito nesta quarta-feira (20) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea foi levado em consideração dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Levando em consideração o quarto trimestre de 2017, 21,5% dos domicílios pesquisados pela Pnad Contínua não tinham nenhum morador desempenhando uma atividade remunerada no mercado de trabalho. Essa proporção subiu para 22,2% no último trimestre de 2018. Antes da recessão econômica, no quarto trimestre de 2013, 18,6% das residências não tinham moradores com ocupação remunerada.
Na faixa de domicílios considerados de baixa renda, a proporção de lares nessa situação subiu de 29,8% no quarto trimestre de 2017 para 30,1% no quarto trimestre de 2018. No período pré-crise, no último trimestre de 2013, havia ainda menos residências na faixa de renda mais baixa: 27,5%. O Ipea ressaltou ainda que houve um aumento na desigualdade salarial, com ganhos maiores nos últimos dois anos para as famílias mais ricas do que para as famílias com renda média e baixa.
Os dados desagregados de rendimentos, deflacionados pelo Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, mostram que, no quarto trimestre de 2014, a renda média domiciliar do trabalho nos lares mais ricos era 27,8 vezes maior que a média recebida pelas famílias da faixa de renda muito baixa. No último trimestre de 2018, a renda média domiciliar nos lares mais ricos foi 30,3 vezes maior que nos mais pobres.
"Nos últimos dois anos, foi a faixa de renda alta que apresentou os maiores aumentos da renda, o que evidencia o aumento da desigualdade", apontou o Ipea. Como consequência, o índice de Gini (medida de desigualdade de renda) registrou elevação de forma acentuada desde 2016, especialmente se considerada a renda domiciliar do trabalho como referência. O Índice de Gini mede a desigualdade numa escala de 0 a 1. Quanto mais perto de 1 o resultado, maior é a concentração de renda.

Por Redação

Crédito da Foto: Politize!

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