“Grupo Integração”, formado pela 107ª DP e o 38º BPM, já fez mais de 100 prisões em Paraíba do Sul

Em três anos foram 31 operações em conjunto entre as Polícias Civil e Militar

Paraíba do Sul - (Polícia) - Sábado, 17 de Agosto de 2019.

“Grupo Integração”, formado pela 107ª DP e o 38º BPM, já fez mais de 100 prisões em Paraíba do Sul Operação Busca Implacável

A 107ª DP divulgou um relatório sobre o trabalho de integração que a delegacia de Paraíba do Sul vem realizando com o 38º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Nomeado de “Grupo Integração”, as ações e operações em conjunto, que ocorrem há três anos no município, vêm rendendo bons resultados.

O trabalho começou no início do ano de 2017, após a constatação de que facções criminosas, estabelecidas na capital do estado, buscavam implantar ramificações em Paraíba do Sul; a partir daí, as Polícias Civil e Militar uniram forças e criaram o “Grupo Integração”.

O trabalho complexo envolve todos os agentes lotados no município, em especial aqueles do setor de investigação da 107ª DP e do Serviço Reservado (P2) do 38º BPM, os quais passaram a atuar de forma conjunta no planejamento e execução de operações policiais que proporcionaram efetivo combate a crimes como roubos, homicídios e tráfico de drogas.

Após estudos iniciais sobre o contexto da criminalidade na circunscrição, a primeira operação foi realizada em maio de 2017. Desde então, com colaboração do Ministério Público (MP) e Poder Judiciário, já foram realizadas 31 operações policiais integradas, que juntas totalizam 169 prisões (não computadas aqui as apreensões de adolescentes infratores).

De acordo com o relatório, uma consequência direta deste trabalho integrado, é que a 107ª DP se encontra atualmente em primeiro lugar entre todas as delegacias de pequeno porte do estado do Rio de Janeiro nos rankings de produtividade investigativa e produtividade operacional, levantamentos estes que levam em conta, respectivamente, o número de crimes elucidados e número de prisões realizadas.

Da mesma forma, o trabalho do 38º BPM na cidade tornou-se ainda mais efetivo, e segundo consta no relatório, houve uma clara diminuição da mancha criminal e redução de diversos índices. Em 2019, ocorreram até o momento quatro homicídios (um deles por dolo eventual no trânsito), sendo que três foram completamente elucidados, se valendo do atual sistema de integração.

Essa letalidade é metade da verificada no mesmo período do ano de 2017, quando os trabalhos conjuntos começaram. A polícia também ressalta que cada uma das 30 operações integradas foi detalhadamente noticiada pela imprensa, o que aumentou expressivamente a aproximação entre a polícia e a população local, propiciando um consequente aumento no número de denúncias recebidas.

Como estratégia para despertar um maior interesse da comunidade no trabalho policial, as operações foram batizadas com nomes irreverentes, com referências aos nomes dos bairros ou a “memes” da internet. Isso fez com que algumas dessas ações integradas ganhassem repercussão nacional, em especial àquelas realizadas entre maio e junho de 2019, que foram noticiadas em praticamente todos os grandes jornais do país.

Importante destacar que a atuação integrada das polícias não se restringe à realização de operações, havendo um trabalho conjunto também nas apurações de crimes pontuais, o que já colaborou na elucidação de roubos e homicídios.

O atual modelo de trabalho também trouxe consequências positivas no relacionamento cotidiano entre os agentes das duas corporações, pois a realização constante de atividades integradas promoveu um clima de fraternidade entre policiais civis e militares.

Dentro desse contexto, uma experiência que se mostrou exitosa foi a criação de um grupo no aplicativo WhatsApp chamado “Integração”, do qual fazem parte os policiais civis e militares lotados em Paraíba do Sul. Neste grupo são publicados os mandados de prisão imediatamente após a expedição pela justiça (com exceção daqueles referentes a investigações sigilosas), o que promoveu uma maior celeridade e um aumento expressivo no cumprimento desses mandados.

O grupo no WhatsApp também têm sido útil para agilizar a consulta de suspeitos e identificação de foragidos, para auxiliar no reconhecimento de pessoas que aparecem em imagens de câmeras de segurança, bem como para o compartilhamento de denúncias recebidas de informantes anônimos.

O relatório ressalta ainda, que as atividades integradas em momento algum buscam romper a atribuição constitucional das competências dessas corporações, permanecendo a Polícia Militar em sua função de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, enquanto a Polícia Civil se incumbe das funções de polícia judiciária e de apuração de infrações penais.

De acordo com a polícia, o que se promove em Paraíba do Sul é apenas uma aliança na busca da promoção da segurança pública, deixando de lado eventuais corporativismos para que seja possível um resultado mais efetivo no combate ao crime e na proteção da população.

Fonte: 107ª DP

Por Redação

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