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Guerra ao terror

O samba, a piranha e o político folião

País - (Opinião) - Sexta, 28 de Fevereiro de 2020 às 07:00 horas.

  Guerra ao terror O carnaval é o maior espetáculo da Terra.
O brasileiro é o folião mais fiel do mundo.
O carnaval de rua, os blocos e a competição com a escolas de samba são manifestações espalhadas país a fora, salvo as devidas proporções...
De Salvador, na Bahia, até a capital do Rio de Janeiro, a festa popular tem parada garantida no município de Três Rios.
O desafio da gestão municipal nesse ano era promover uma festa espetacular, barata e segura.
Na guerra contra o terror, evitando a aglomeração da massa na avenida, a principal estratégia foi acreditar no carnaval de bairro.
A estrutura foi montada e a ordem era gastar pouco, ter o desfile tradicional das escolas de samba e ficar cada um no seu quadrado.
Bolsa térmica na mão. Muita purpurina! Arquinhos e plaquinhas ditavam o ritmo da alegria e do humor.
Selfies, lives e muitas curtidas!
Quem queria curtir no domingo de manhã ou ser total flex na folia, o campo era o destino; a primeira arena a céu aberto juntou o desfile de cores dos abadás numa zuera com chuva e lama, cercadinho e o povão;
A piranha foi a primeira a gritar:
"Salvem a tradição popular!"
Unidas, jamais seriam vencidas. Aglomeradas, jamais seriam mortas.
A seleta matinê foi sucesso com as crianças e as famílias "tradicionais", novamente num cercado, num espaço limitado, na praça do Santo padroeiro.
Com um carrocel de emoções em meia volta vou ver, a folia passou pelo reconhecimento do samba com Troféu Ziriguidum e oficialmente a comunidade do galo cantou: "é campeão, é campeão!"
"Não deixa o sambar morrer, não deixa o samba acabar, essa terra é feita de samba, de samba pra gente sambar"
Das cinzas ao júri, passando pela caipirinha e água de coco, esticando a brincadeira abrindo passagem pras campeãs.
O Distrito de Bemposta sambou, o Castelo sambou, a Ponte sambou, o Palmital sambou e até o prefeito caiu na folia.
Samba prefeito, samba!
Carnaval seguro. Missão completa.
Com chuva e economizando na festa.
O bloco do terror não teve espaço e
a segurança do folião se fez presente.
O povo esperneou, prometeu aterrorizar nas urnas, mas no final tudo acabou em cinzas, ou melhor, em folia.
Samba Três Rios, samba!
Para o povo festejar basta uma caixinha de som, um litrão, confete, serpentina e haja purpurina.
Com alegria, samba no pé e muitas fotos pra socializar no virtual, a festa foi marcada pela segurança máxima.
Enfatizada pelo povo unido que jamais será vencido.

Evandro de Souza - Café da Vila

Por Redação

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