Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu chega a marca de 100 mil pacientes atendidos

Diretor técnico da unidade deseja voltar a abrir as portas do hospital aos finais de semana para os mutirões. Este mês dois vão ser realizados

Paraíba do Sul - (Saúde) - Sábado, 02 de Fevereiro de 2019.

Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu chega a marca de 100 mil pacientes atendidos Alexandre Ramirez - Supervisor de Atendimento e Comunicação, Gabriel Moreli - Diretor Administrativo, Luiz Carlos Zacaron Júnior - Diretor Técnico / Cirurgião do Quadril, Pelve e Acetábulo e Cátia Frederico - Gerente de Enfermagem

Em entrevista exclusiva ao Entre-Rios Jornal, o ortopedista Luiz Carlos Zacaron Júnior, que é diretor técnico e responsável pela equipe de ortopedistas do Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (HTODL), falou sobre o aumento significativo nos últimos dois anos de pacientes atendidos na unidade e destacou seu desejo em o hospital voltar abrir as portas aos finais de semana para os mutirões.
Segundo Luiz Carlos, que tem experiência adquirida na equipe médica do Exército, consultórios e hospitais da região, em 2018, o HTODL chegou ao número de 100 mil pacientes atendidos desde a inauguração, em junho de 2010, e nos dias 2 e 16 de fevereiro, em Associação Mahatma Gandhi, vai realizar dois mutirões de cirurgia de joelho.

Localizado em Paraíba do Sul, o HTODL, que atende pacientes somente do Sistema Único de Saúde (SUS), é umas das unidades que mais realiza cirurgias ortopédicas de alta e média complexidades no país, ultrapassando a marca de 30 mil procedimentos cirúrgicos.
Entre - Rios Jornal: 2017 e 2018 foram os dois maiores anos de realização de médias cirúrgicas da história do HTODL. Com a crise instalada no país e consequentemente na saúde, como foi possível alcançar este resultado?
Luiz Carlos Zacaron: A média de cirurgias aumentou devido a quantidade maior de pacientes devido à mudança de perfil do hospital, recebendo mais gente de trauma. Com isso, mais ocupação, mais pacientes para operar e exploração total do potencial do hospital, beneficiando quem aguarda cirurgia.
ERJ: Quantas cirurgias foram feitas em 2017 e quantas em 2018?
LCZ: Em 2017 foram 3.931 cirurgias realizadas, uma média de 327 por mês e em 2018 foram 4.010. Superamos a marca de 4 mil cirurgias pela primeira vez desde 2014, quando ainda eram realizadas 6 edições de mutirões de cirurgias por ano. A média foi de 334 cirurgias por mês, superando 2017 e consolidando-se como maior da história e sem a realização de mutirões.
ERJ: Quais tipos de cirurgias foram feitas neste período?

LCZ:Foram feitas cirurgias nas especialidades de ombro, mão, pé, trauma, quadril, joelho, microcirurgia e coluna.

ERJ: Qual a cirurgia mais complexa e mais comum?

LCZ: As mais complexas são de quadril, joelho, ombro e as artrodeses de coluna, além das fraturas de pelve e acetábulo, que são realizadas somente em mais dois hospitais no estado. As mais comuns são fratura de punho, tornozelo, tíbia, túnel do carpo, joanete e fêmur, principalmente de idosos, operamos uma pessoa de 106 anos aqui com este tipo de fratura (fêmur).

ERJ: No ano passado, o HTODL chegou ao número de 100 mil pacientes atendidos. Este número já era esperado ou devido ao bom trabalho foi possível atingir esta marca?

LCZ:O número era esperado devido a todos os fatores positivos do atendimento à assistência do HTODL e o aumento do número de pacientes devido ao novo perfil e, por consequência, mais cirurgias, consultas e exames.

ERJ: A nova gestão visa aumentar cada vez mais o número de pessoas atendidas?

LCZ: Nossa expectativa para 2019 é de superar o número de cirurgias realizadas em 2018 e reabrir o hospital aos fins de semana para realizar cirurgias, ampliando o atendimento. Desde 2012 quando a Associação Mahatma Gandhi assumiu a administração do HTODL me convidando para ser diretor técnico da unidade, mesmo com a crise nós aumentamos a produção de cirurgias em 12% e depois no ano seguinte aumentamos mais uma vez e agora estamos trabalhando para obter mais uma marca expressiva e diminuir a fila.

ERJ: Hoje o HTODL recebe pacientes de quais cidades?

LCZ: Atendemos pacientes das cidades de todo o estado do Rio de Janeiro através de um contrato de gestão compartilhada estabelecido entre a Associação Mahatma Gandhi (em janeiro de 2017) e o governo do Estado do Rio de Janeiro.

ERJ: E como surgiram os mutirões de cirurgias?

LCZ: Os mutirões começaram em 2012 quando a Secretaria de Saúde do Estado do Rio procurou a empresa que administrava o hospital e propôs a realização dos mesmos a cada dois meses, mas em 2016, devido a mudança de contrato, esta ação foi interrompida. Agora, em conversa com a Associação Mahatma Gandhi, estamos voltando com os mutirões para aumentar ainda mais nosso atendimento e mais pessoas terem a oportunidade de ser operadas. Nos dias 2 e 16 deste mês vamos fazer dois mutirões de cirurgia de joelho atendendo os pacientes de acordo com a ordem cronológica de espera e de casos de maior gravidade.

ERJ: Nos mutirões são feitas cirurgias de alta ou baixa complexidade?

ERJ: São feitas de alta complexidade, artroplastia total de joelho e de ligamentos de joelho. A ideia é diminuir a demanda e os pacientes que necessitam de cirurgia de maior complexidade, são os que mais precisam, já que há poucos lugares que oferecem esses tipos de cirurgias.



Cercar

Dados do HTODL

Desde a inauguração, em junho de 2010, já foram realizados:

-397.766 exames de imagem (Tomografia Computadorizada, Raio X, Ecocardiografia, Ultrassonografia e Eletrocardiograma);

- 31.426 Cirurgias;

- 173.137 Consultas Ambulatoriais;

- Aparelhos de alta tecnologia, como um tomógrafo de 16 canais
- Estrutura composta por 68 leitos, sendo 7 de UTI e 61 de Unidades de Internação, 4 salas cirúrgicas, consultórios ambulatoriais, centro de imagens, ambientes climatizados e televisores em todos os quartos;
- Capacidade de ocupação quase cheia, chegando a 85%, os 15% que sobram é de giro de paciente que da entrada e saída para realização de cirurgia;
- Média de 95% de pacientes que, após passarem pelo hospital, consideram o atendimento como "excelente"


Por mês são realizadas:

- 300 cirurgias (em média)

- 1,5 mil atendimentos ambulatoriais

-11 mil exames

Equipe especializada

-São 180 colaboradores entre rnfermeiros, técnicos de enfermagem, recepcionistas, administrativos...

-80 médicos, sendo clínicos, ortopedistas, radiologistas, anestesistas, intensivistas e cardiologistas.

Com informações da Supervisão de Atendimento e Comunicação do HTODL




Por Aline Carius

Publicidade
728x90
4 itens por 199