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Mixyricka exalta raízes africanas em seu desfile

Três Rios - (Entretenimento) - Terça, 18 de Fevereiro de 2020 às 07:00 horas.

  Mixyricka exalta raízes africanas em seu desfile Segunda escola a pisar na avenida, a Sonhos de Mixyricka vai desfilar com o enredo “Raízes Ancestrais”, do carnavalesco Amarildo Lopes que já ganhou títulos quando a agremiação era bloco e quando estreou como escola de samba, em 1989, no desfile do segundo grupo. Em 1991, Amarildo também ganhou o carnaval pela azul e laranja, já no grupo principal.
Na época em que era bloco, o Sonhos de Mixyricka recebia elogios por sua estética semelhante a das escolas de samba. Num desses desfiles, em 1988, quando o bloco homenageou o cinquentenário do Grupo de Amadores Teatrais Viriato Corrêa, o GATVC, a agremiação fez um de seus melhores desfiles, o que a levou ao título na categoria de bloco de enredo, dando direito a se tornar escola de samba, o que aconteceu em 1989, na estreia no segundo grupo.
O enredo da escola esse ano vai exaltar a ancestralidade africana do povo brasileiro através de várias manifestações culturais que tiveram influência direta dos negros.
No barracão o clima é de otimismo e com três carros e um tripé a escola quer fazer bonito e quem sabe faturar seu segundo título no grupo principal.
"O enredo é uma homenagem às tradições da cultura negra, aproveitando esse momento de tantas indefinições para chamar a atenção para a discriminação e preconceito", define o carnavalesco Amarildo.
"Quando comecei a montar a ideia do carnaval nosso objetivo foi de fazer uma homenagem à cultura sul-africana. Acho que a gente vive um período bastante complicado neste momento e algumas coisas estão mais fortes e acho que é uma boa hora de mostrar o que o carnaval tem para fortificar essa luta que precisamos travar. A primeira parte é a lenda sobre as culturas Nagô e Iorubá, que a gente traz com o surgimento da vida; a existência em sua forma inicial. A segunda parte é o que nós brasileiros herdamos dessa cultura negra, como foi construída essa identidade brasileira. Neste setor um carro terá os orixás, o misticismo e religião. Já a terceira parte é “Acabou? O preconceito não existe?”. A ideia é retratar a discriminação, o preconceito, voltado para uma forma geral e fazendo referencia à liberdade de expressão, religiosa, sexual e política. Eu amarrei com a ideia dessa da cultura negra. Vamos sair ao todo com 11 alas e sendo cerca de 350 pessoas", revelou o carnavalesco que disse ainda para que o público fique de olho em uns caixotes fechados, que serão um elemento surpresa no desfile.
Atual presidente, Rosemar Goulart já atuava na agremiação quando o saudoso presidente Ciriinho estava à frente. Junto com familiares, o presidente encarou as dificuldades e assegura que o público vai ver uma escola de samba feliz e em seus melhores dias.
A verdade é que boa parte das pessoas ligadas ao carnaval trirriense está entusiasmada com o Mixyricka, que está a todo vapor e vai para a avenida em busca do título.
A bateria Supersom, sob comando de Mestre Flávio Roberto, tem surpreendido durante ensaios e em apresentações onde é convidada. A nova diretoria quer dar uma nova cara à escola e instaurar uma nova era na história de uma das mais tradicionais agremiações do carnaval trirriense. Para quem teve o nome de batismo inspirado em uma banda de rock progressivo eletrônico (Tangerine Dream), a escola é puro samba e promete sonhar alto.

Por Redação

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