Mocidade é campeã em disputa acirrada nos últimos quesitos

Três Rios - (Entretenimento) - Sexta, 08 de Março de 2019.

Mocidade é campeã em disputa acirrada nos últimos quesitos

Com atraso de pouco mais de uma hora, a apuração do desfile do Grupo A do Carnaval de Três rios começou por volta das 16h05 no salão do Entrerriense FC, no Centro.
Aos poucos centenas de pessoas chegavam nas proximidades do clube para acompanhar a apuração das notas dadas pelo júri oficial para as quatro escolas de samba que se apresentaram no domingo (3), na Avenida Condessa do Rio Novo.
Bambas e Mocidade ficaram empatadas com notas 10 até o quinto quesito apurado (Mestre-Sala e Porta Bandeira), quando a Mocidade recebeu uma nota 9,7 em Evolução e a escola do Cantagalo a nota máxima. No último quesito (Enredo), ambas empataram no primeiro julgador, que deu notas 10 para as duas, porém, o segundo julgador penalizou a escola do Cantagalo com menos um décimo e a Tricolorida obteve o consagrador 10 que deu o título e levantou a comunidade do bairro mais populoso da cidade. Sendo Enredo, o quesito de desempate, a Mocidade garantiu o título tão sonhado que não vinha desde 2005.
Emocionado, o presidente Luciano Espírito Santo agradeceu ao vice Catatau e conclamou toda a comunidade para a quadra da escola, que ficou lotada para receber o troféu do oitavo título da agremiação que homenageou às mães negras, no enredo "Amas de leite, mães escravas de seus próprios destinos", dos carnavalescos Vitor Matheus Vieira e Raphael Corrêa.
Com um desfile empolgante e sob chuva, a Mocidade foi a segunda a desfilar, repetindo o feito de sua estreia em 1973, quando na época desfilou sob forte chuva, mas mesmo assim conquistou o primeiro título com muita vontade de vencer.
A garra e um desfile correto, marcaram a apresentação da Vila Isabel diante de um público que aplaudiu a entrada ciceroneada pelo passista Taroba, que deu um show para as arquibancadas.

Terceiro lugar pela primeira vez

Em toda a sua história, o Bom das Bocas sempre ficou com a primeira ou a segunda colocação no carnaval trirriense, mas nunca havia ficado em terceiro lugar, fato inédito em sua trajetória neste carnaval 2019.
A escola homenageou Mestre Vitalino com o enredo "Arte e Vida Vitalina", desenvolvido pelo carnavalesco Junior Pernambucano. A comissão de frente fez uma bela apresentação coreografada pelo bailarino trirriense Caíque Bonforte. Com alas bem vestidas e belos destaques, a verde e branco saiu da avenida com a certeza de que havia faltado um algo a mais para o título.
Problemas no início do desfile com acoplagem do carro abre-alas desencadearam muita tensão entre componentes e diretores e a verde e branca deixou para trás o sonho de liderar o ranking e ultrapassar o Bambas. Agora, as duas escolas continuam a liderar em número de títulos: 15 cada uma.
Sem entrar na disputa, a Sonhos de Mixyricka surpreendeu o público ao abrir o desfile com uma estética melhor que a dos anos anteriores, embora o samba de enredo ficasse muito abaixo das expectativas. Porém, o carnavalesco João Vitor Esteves, grata revelação do desfile da azul a laranja, soube conduzir o enredo em homenagem ao poeta Manoel de Barros.
Favorito ao título, o Bambas do Ritmo não conseguiu evitar alguns pecados durante o desfile e os jurados penalizaram a escola, no quesito samba de enredo, onde a agremiação perdeu 3 décimos. A comissão de frente impactou o público com uma apresentação que trazia a figura de Cristo e durante o desfile o grupo formava a imagem de Nossa Senhora. O grupo era o mesmo que havia se apresentado na escola de samba Estácio de Sá, na Série A, do carnaval carioca. Notas 10 no Rio e em Três Rios também. O conjunto alegórico era impactante e o público aplaudiu calorosamente o trabalho do carnavalesco Gilber Rosa. A bateria Puro Ritmo fez uma apresentação muito aplaudida sob o comando do estreante Mestre Matheus Goulart, que mostrou competência em seu primeiro ano liderando os ritmistas do bairro do Cantagalo.

Por Redação

Crédito da Foto: Jonair de Christo

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