Mudanças climáticas exigem cuidados redobrados para as crises de asma

País - (Saúde) - Sexta, 31 de Maio de 2019.

Mudanças climáticas exigem cuidados redobrados para as crises de asma

Temperaturas mais baixas, comuns no outono e no inverno, contribuem para o surgimento das doenças respiratórias, que podem desencadear crises da doença.

Com a queda das temperaturas e a proximidade do inverno, a asma – inflamação crônica das vias respiratórias, também conhecida como ‘bronquite asmática’ ou ‘bronquite alérgica’ – costuma ser uma das doenças mais temidas do período. Embora seja mais comum na infância, dados do DATASUS apontam que cerca de três pessoas, com idades entre cinco e 65 anos, morrem diariamente por complicações da doença, quando manifestadas de forma mais aguda.
Os principais sintomas são dificuldade respiratória (falta de ar), tosse seca e frequente, além de chiado no peito.

A asma é uma doença que tem forte base genética em sua origem. Com as temperaturas mais baixas, o que facilita a transmissão de doenças respiratórias virais, as crises agudas, que são as manifestações mais perigosas da doença, são desencadeadas com frequência muito maior, em especial nas pessoas sem tratamento adequado. As famosas gripes e os resfriados são os principais gatilhos dessas crises.

“As estações mais frias são associadas a um aumento significativo nas crises de asma. No entanto, se os pacientes asmáticos fizerem acompanhamento médico e tratamento de forma regular, as crises podem ser evitadas ou, pelo menos, bastante suavizadas, mesmo com a pessoa desenvolvendo alguma virose respiratória, o que é muito comum nesse período”, alerta o pneumologista Gilmar Zonzin, que é presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro (Sopterj)

Segundo o médico, embora não haja cura definitiva para a asma, é possível manter a doença controlada, impedindo que ela se manifeste de forma intensa, o que pode inclusive levar à morte. “Com tratamentos e medicamentos adequados, é totalmente possível melhorar a qualidade de vida do paciente asmático, evitando os desconfortos da doença e a sua evolução para quadros clínicos agudos que podem ser muito graves”, afirma.

Para o pneumologista, o paciente, quando bem conduzido com o tratamento, passa a ter uma vida totalmente normal e livre dos sintomas, na grande maioria dos casos. “Recentemente, por conta de alguns avanços, mesmo aqueles pacientes que sofrem de algumas formas mais difíceis de serem tratadas da asma, podem ter sua saúde melhorada de forma muito significativa”, pontua.

Além das infecções virais, alguns fatores ambientais também costumam levar às crises de asma, como exposição à poeira, ácaro e fungos, fumaça de cigarro (inclusive para fumantes passivos), poluição, locais com infestação de baratas, animais de pelo (em especial gatos), entre outros.


Asma no Brasil e no mundo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem aproximadamente 300 milhões de asmáticos no mundo. No Brasil, estima-se que existam cerca de 20 milhões de portadores da doença. A asma é considerada a 4ª maior causa de hospitalização, responsável por cerca de 300 mil internações por ano, de acordo com informações do DATASUS. Colaboração: Dr. Gilmar Zonzin

Por Redação

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