Não, é Não! Sororidade é a arma feminina contra o assédio nesse carnaval

Três Rios - (Cotidiano) - Sábado, 22 de Fevereiro de 2020.

Não, é Não! Sororidade é a arma feminina contra o assédio nesse carnaval


Uma palavra vem sendo amplamente divulgada nas redes sociais e campanhas contra o assédio sexual: sororidade.
Nas ruas, muito pouco se ouvia falar sobre esse termo, que recentemente ganhou a mídia e com significado importante entre as mulheres: de união e aliança por uma causa nobre, a da liberdade de caminhar, de se divertir ou fazer qualquer outra atividade, sem qualquer importunação, de quem quer que seja, com intenção de assédio sexual.
A sororidade vem tendo uma incorporação ética às atitudes necessárias das mulheres para extirpar comportamentos inadequados, especialmente dos mais machistas, por parte dos homens que insistam em invadir o que não é permitido, ou até que se permita pela livre vontade.
As autoridades constituídas, as polícias Civil e Militar, bem como toda a sociedade, têm sido contundentes nessa campanha que no carnaval, mais do que nunca, está sendo usada para conscientizar a todos e determinar uma simples palavra aliada a todas as essas questões de assédio: o respeito.
O Entre-Rios Jornal foi às ruas e conversou com algumas mulheres que são enfáticas quando o assunto é assédio, importunação, ou qualquer toque não permitido. A campanha "Não, é Não!" está em todos os cantos e é visível a adesão de toda a sociedade contra o assédio, seja ele qual for.
A polícia avisa que qualquer atitude nesse sentido deve ser comunicada imediatamente e devidamente registrada para as punições necessárias a quem as praticar.
"É totalmente inaceitável que em pleno 2020 mulheres não possam ser livres, sem serem confundidas com meros objetos sexuais, principalmente no carnaval. O mundo está em constantes mudanças e precisamos nos adaptar a elas. Somos livres; somos mulheres fortes e guerreiras. Nosso corpo, nossas regras... Não ao assédio!", disse a comerciária Silvana Nunes Rogério.
"O assédio é (infelizmente) algo bem comum no Brasil e em vários países do mundo, contendo vários tipos, como assédio sexual, verbal, psicológico, moral e virtual. Todos eles têm o intuito de denegrir a imagem de uma pessoa, mas o mais conhecido no Brasil é o assédio sexual, tendo como vítimas na maioria dos casos; mulheres. Infelizmente, para as mulheres é algo a mais para se preocupar no cotidiano; seja voltando pra casa à noite sozinha ou em algum metrô lotado. Eu já tive várias experiências com esse tipo de assédio, como estar voltando pra casa com uma amiga à noite e ouvir um 'Nossa, duas gostosas', 'Essas eu levava pra mim', além de receber fotos de genitálias masculinas no Facebook, o que não é nada agradável", comenta a estudante Gabriela Lima.
De fato, o assédio sexual tem se tornado frequente em nossa sociedade, o que é lamentável. Mas, as maiores vítimas, as mulheres, têm se levantado contra esse mal e, através de movimentos e das redes sociais, têm travado uma batalha diária e com resultados muito positivos com apoio da sociedade, das polícias e da justiça.

Por Redação

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