"O racismo como influenciador direto no mau desempenho dos atletas"

*Clévia Fernanda Sies Barboza

Três Rios - (Esporte) - Quinta, 12 de Março de 2020 às 07:00 horas.

  O ser humano nasceu para viver em sociedade. E cada um apresenta aspectos da sua subjetividade que os diferencia dos demais. Os aspectos psíquicos de um atleta são alvo da Psicologia do Esporte, como esse sujeito se comporta frente às suas emoções, suas motivações intrínsecas, percepção, atenção e concentração são trabalhados a fim de melhorar sua performance (SAMULSKI, 2002). Porém, certos aspectos extrínsecos, são difíceis de estar sempre sobre total controle, o racismo muito presente em diferentes países é um ponto que necessita ser colocado em foco.
O Brasil é um país com descendência africana, temos a capoeira como exemplo de um esporte-dança afrodescendente. No entanto o comportamento da sociedade varia de acordo com a época, assim sendo, influências midiáticas, relações financeiras, patrocinadores e torcedores modificam com o passar do tempo, lançando informações que afetam diretamente os atletas podendo gerar estresse, agressividade e queda no seu desempenho. Contudo, o psicólogo esportivo está preparado para atuar junto aos atletas minimizando os efeitos nocivos aos quais estes se encontram expostos e tornar o país vitorioso nos grandes eventos esportivos.
Grandes atletas brasileiros, como Pelé, João do Pulo e Daiane dos Santos, são exemplos de personalidades esportivas que venceram o racismo e se tornaram ídolos. Temos como destaque os atletas cubanos. Cuba se tornou potência no atletismo e em parte isso se deve ao trabalho da psicologia do esporte, que está presente no país desde a década de 60 (FRANCO, 2000).
Vale ressaltar que as políticas públicas brasileiras definem o racismo como crime (BRASIL, 1989) e estabeleceram o Dia da Consciência Negra, longe de necessitar de leis, o que desejamos é equidade e respeito para com todos. As diferenças entre as pessoas as tornam seres únicos, as medalhas de ouro tornam esses atletas imparáveis.
* Coord. da Pós-graduação em Psicologia do Esporte da FMP/Fase.

Por Redação

Crédito da Foto: Reprodução

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