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Os desafios da Cibersegurança para 2021

Região - (Publieditorial) - Terça, 27 de Abril de 2021 às 18:00 horas.

Atualizado em Quarta, 28 de Abril de 2021 às 10:27 horas.

  Os desafios da Cibersegurança para 2021

No ano de 2020, em razão da pandemia do novo coronavírus, houve a necessidade de digitalizar e virtualizar a maior parte dos processos realizados. Com o novo caminho aberto pelo o home office, as empresas enfrentam novos desafios em manter a comunicação e o ritmo de trabalho virtualmente. Para além dos desafios pessoais enfrentados com esta nova modalidade de trabalho, a urgência desta migração do modo de trabalhar abriu brecha para diversos ciberataques ocorridos em 2020, que alguns especialistas chegam a nomear como uma epidemia cibernética.

Ações de prevenção ao cibercrime

Com a crescente possibilidade de cibercrimes, a previsão de especialistas é de que empresas busquem medidas para conscientização e informação, principalmente para o usuário comum, orientando como manter uma navegação segura mesmo remotamente, e utilização de senhas fortes e/ou autenticação de dois fatores.
Para ação das empresas, a tendência é a implementação de sistemas de rede virtual privada (VPN). Explicando de maneira simples o que é uma VPN, é uma conexão que forma um túnel de rede seguro de navegação entre seu dispositivo e a internet, de modo que seus funcionários possam navegar seguramente mesmo em redes pública.
Outra medida interessante e fundamental é o uso de navegadores alternativos capazes de promover maior privacidade ao usuário. Acompanhe aqui uma lista com os melhores navegadores.

Aprendendo com os erros do passado

Em 2020, o cibercrime evidenciou a vulnerabilidade no sistema de grandes empresas, governos e até mesmo instituições de saúde e pesquisa de diversos países que foram atingidos. Dados de e-mails do governo norte-americano foram roubados por hackers no que considerou-se a maior operação contra o governo dos Estados Unidos, afetando os departamentos de Comércio e de Tesouro. As campanhas de Joe Biden e Donald Trump à presidência também foram alvo de tentativas de ataque.

No Brasil, dentre os vários ataques ocorridos, os principais que podemos destacar foram ao sistema da Embraer, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 15 de novembro de 2021 que, embora tenha ocorrido na data do primeiro turno das eleições municipais, não chegou a prejudicar o resultado apurado nas urnas, e tornou-se uma campanha de alerta sobre a fragilidade dos sistemas.

Em meio à crise sanitária, os ataques chegaram às instituições internacionais de combate à covid-19. Mensagens de phishing tentaram atingir os sistemas da Organização Mundial de Saúde (OMS) em março de 2020. Outras tentativas de ataque frustradas foram à Gilead Science, àUniversidade de Oxford, e à IBM, que detém informações sobre a distribuição e logística de transporte das doses de vacina contra o coronavírus ao redor do mundo.

Qual o possível cenário para 2021?

Com o crescente número de ataques cibernéticos, é cada vez mais urgente que as empresas, e principalmente os usuários, estejam atentos em proteger seus dados. Novas tecnologias surgem e, embora elas possam facilitar e dinamizar as relações virtuais, muitas acabam possibilitando ataques se não usadas em parceria com ferramentas de segurança.

Algumas das principais ferramentas são:

Dispositivos Smart Home: O maior uso de ferramentas de inteligência artificial facilitadoras do dia a dia traz o perigo de compartilhamento de voz e dados visuais, que podem ser usados em ferramentas de deepfake (tecnologias de manipulação de rosto).

5G: Ainda é muito debatido o fato de a nova tecnologia de banda larga ser capaz de promover a aceleração de compartilhamento de dados, pois, apesar de promover alta conexão, os dispositivos pessoais ainda não possuem proteção contra invasões que podem ser facilitadas através do 5G.

Nuvem: O uso crescente de ferramentas de armazenamento de dados em nuvem não tem sido acompanhado de monitoramento de vulnerabilidades no acesso.

Todas estas tecnologias vieram a acrescentar e seu uso deve fazer com que as empresas e os usuários aumentem seus investimentos em conhecimento e em ferramentas capazes de proteger tanto as informações mais banais quanto dados sensíveis de empresas e órgãos.

É chegada a hora de implementar programas estratégicos de cibersegurança para proteger nossas informações e negócios.

Por Assessoria de Imprensa

Crédito da Foto: Reprodução

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