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Pandemia gera inovação e criatividade e faz nascer talentos

Três Rios - (Cotidiano) - Sábado, 19 de Setembro de 2020 às 07:00 horas.

Atualizado em Sábado, 19 de Setembro de 2020 às 10:45 horas.

  Pandemia gera inovação e criatividade e faz nascer talentos

A pandemia do novo coronavírus pegou o mundo de surpresa e todos tiveram suas rotinas alteradas de forma profunda. Nesse cenário, muitas pessoas aprenderam ou descobriram novos talentos e, na crise, enxergaram uma oportunidade de se desenvolver.

Nessa série de reportagens, vamos falar sobre moradores da região que exploraram seu potencial e conheceram um novo talento ou habilidade durante a pandemia.

Esse é o caso de Marcelia da Silva, de 40 anos, moradora do Ponto Azul, em Três Rios. Marcelia trabalhava em um posto de gasolina e também era cabeleireira, além de fazer bolos para vender. Ela mora com os pais, que já são idosos, o que dificultou o exercício da antiga profissão.


“Vivia com medo de me contaminar e levar o coronavírus para casa, porque tínhamos contato com muitos caminhoneiros, além de mexer nas bombas toda hora impedindo a higienização constante”, disse Marcelia.

O interesse pelos pães começou quando ela fez um curso da área. Depois de sair do posto, Marcelia viu a oportunidade de dar o pontapé inicial. “Comecei a vender os pães de porta em porta, com todo cuidado necessário. Isso foi muito bom para mim e para os clientes, que estavam limitados de saírem de suas casas”.

As vendas deram tão certo que ela já planeja os próximos passos: “Minha meta agora é terminar de pagar o maquinário e abrir uma com um mercadinho aqui no bairro. Devemos lutar sempre; independente das dificuldades e dos dias que temos vividos, temos que nos adaptar às situações e nunca deixar de lutar pelos seus objetivos!”

Outra trirriense que inovou também no ramo da panificação foi Mônica Matias, de 57 anos, residente no bairro Morada do Sol. Mônica trabalhava como empregada doméstica e ainda hoje continua no exercício, como diarista.

Ela conta que a primeira reação à pandemia foi a preocupação de pegar e transmitir a covid-19 para a família e colegas de trabalho, sobretudo os mais velhos. Para evitar qualquer risco, Mônica não abre mão do álcool em gel e da máscara, além do cuidado com as roupas e higienização das mãos.
Outro desafio foi o receio de perder o emprego. “Sendo diarista, as pessoas não procuram os serviços por medo da contaminação. Mas fui abençoada por bons clientes que me contrataram antes da pandemia e me pediram pra continuar”.

Quanto à fabricação dos pães, o início se deu pela busca de algo diferente. “Meu marido [Carlos Xavier Matias] já foi padeiro quando nos conhecemos, e relembrando as receitas e buscando outras na internet, começamos a fazer os produtos para o consumo da família.”



Todo preparo era feito de forma artesanal, sem fermento. Mas o negócio foi se desenvolvendo. “No seu aniversário, os filhos deram uma [batedeira] planetária de presente. Meu marido também montou um cilindro de massa.” Os novos equipamentos agilizaram o processo e impulsionaram a produção.
“Assim que começamos a fazer os pães para fora, a divulgação foi de “boca a boca”, além de fotos compartilhadas pelas redes sociais”. O crescente número de pedidos e elogios motivou ainda mais a família, experimentando até novas receitas.

O próximo passo é investir em uma masseira alavancando a produção. “Quando olho para o futuro, não procuro apenas sonhar, e sim colocá-lo em prática. Não devemos deixar os contratempos nos desanimar e fazer de tudo para superar. E com ajuda de Deus o impossível se torna possível.”

por Patryck Leal

Por Redação

Crédito da Foto: Reprodução

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