Para Ministro da Cidadania, nova política de combate às drogas é um passo adiante

“A política de redução de danos, sozinha, não tinha efetividade. Resolvia muito pouco”

Três Rios - (Saúde) - Terça, 25 de Junho de 2019.

Para Ministro da Cidadania, nova política de combate às drogas é um passo adiante

O Ministro da Cidadania, Osmar Terra, recentemente deu uma entrevista em que abordou a nova política antidrogas. Para ele, a legislação aprovada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro é um passo adiante e trará mais efetividade ao combate ao que chamou de “epidemia das drogas”.
- Hoje nosso país enfrenta uma verdadeira epidemia de drogas. São toneladas e toneladas de drogas que entram todos os dias no Brasil. Acompanho isso desde quando fui secretário no Rio Grande do Sul e desde 2010 me dedico ao tema, como deputado e agora como ministro - disse.
Osmar Terra criticou a política adotada pelos governos anteriores, a qual classificou como inefetiva.
- O governo federal não fazia nada, a turma que estava à frente da saúde mental inclusive era a favor da liberação das drogas. Criei no Rio Grande do Sul 30 e poucos CAPS Álcool e Drogas e quando eu vi eles não tinham efetividade nenhuma, porque era só redução de danos, ninguém propunha abstinência. e não adiantava nada. As mães levavam os filhos lá e na semana seguinte ele já estava usando droga de novo, não tinha efetividade, resolvia muito pouco - afirmou Osmar Terra.
De acordo com o Ministro da Cidadania, a nova legislação não extingue a política anterior, mas propõe um passo adiante.
- O que nós fizemos foi mudar a lei, porque a lei era muito fraca. É uma legislação ampla, mas entre os pontos está a redução da oferta de droga nas ruas, aumentando a pena por tráfico e a internação involuntária, que é necessária. As cracolândias seria muito menores, algumas nem existiriam, com essas internações involuntárias (que é a internação que acontece quando família solicita e um médico avalia e determina a internação). É preciso deixar claro que a internação é para desintoxicar, é a fase aguda, são os primeiros 15, 20 dias que as pessoas precisam para superar as crises de abstinência, algumas têm convulsão, então elas precisam de um acompanhamento. Isso é feito em um hospital, não é em comunidade terapêutica, é em hospital, com todo suporte necessário. Não estamos eliminando a redução de danos. Estamos dando um passo adiante - finalizou o ministro. Divulgação CRTR

Por Redação

Crédito da Foto: Reprodução

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