Parceria entre FMP/Fase e a Universidade de Oxford amplia áreas de ensino e pesquisa no Brasil

Estado do Rio - (Educação) - Sábado, 06 de Julho de 2019.

Parceria entre FMP/Fase e a Universidade de Oxford amplia áreas de ensino e pesquisa no Brasil O PhD David Nunan ministrando o curso

A Faculdade Arthur Sá Earp Neto/Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase) sediou, nos dias 28, 29 e 30 de junho, o curso Ensinando Medicina Baseada em Evidências, em parceria com a Universidade de Oxford, através da Oxford-Brazil EBM Alliance. O curso é um dos mais famosos e procurados da instituição britânica, sendo oferecido apenas uma vez ao ano. Essa é a primeira vez que foi ministrado em outro país. Em Oxford, esse curso é parte da grade ofertada para alunos de mestrado e doutorado em Saúde Baseada em Evidências da universidade.
“Estou muito feliz e animado de estar no Brasil, pois é muito gratificante passar os conhecimentos que adquiri ao longo desses dez anos atuando na área de Medicina Baseada em Evidências. Criar esse movimento de ensino aqui na faculdade e no Brasil é inspirador. Vou tentar trazer toda a minha bagagem de conhecimentos para que possa trocar experiências com os médicos aqui do Brasil. Tenho uma conexão muito forte com o país e estou entusiasmado com essa nova aliança”, destaca David Nunan, pesquisador sênior da Universidade de Oxford.
A aliança de cooperação científica terá a FMP/Fase como instituição acadêmica de referência no Brasil. Para a faculdade, essa parceria abre a oportunidade de intercâmbio de ensino e pesquisa no âmbito da graduação e pós-graduação com uma Universidade de ponta, referência em Medicina (que figura entre as melhores no ranking mundial) e uma das pioneiras no ensino de Medicina Baseada em Evidências no mundo. A MBE facilita o cuidado mais racional de saúde não só para medicina, mas para enfermagem, nutrição e todas as áreas envolvidas no cuidado com a saúde.
“Nós viabilizamos essa parceria exatamente para essa troca de conhecimentos. Além dos cursos, temos o interesse de intercâmbio científico, participação conjunta em pesquisas e trabalhos científicos envolvendo todo o corpo docente e discente da FMP/Fase. Este foi o primeiro curso da parceria acadêmico-científica Oxford-Brazil EBM Alliance, focado em capacitar professores e profissionais de saúde para que desenvolvam suas habilidades no ensino de Medicina Baseada em Evidências (MBE) em suas Instituições. Eu acredito que essa aliança de cooperação vá abrir portas para alunos e professores que tenham interesse em programas de extensão e pós-graduação na Universidade de Oxford, além de projetar nacional e internacionalmente a FMP/Fase como um centro de referência na área”, frisa o médico Luís Eduardo Fontes, co-diretor da Oxford-Brasil EBM Alliance e professor da FMP/Fase.
O ensino adequado de MBE é um elemento fundamental para a prática clínica e de cuidados de saúde mais coerentes e fundamentados nas melhores evidências científicas, levando em consideração os valores individuais dos pacientes e a experiência clínica do profissional. O curso multidisciplinar reuniu médicos, dentistas, fisioterapeutas e psicólogos. Diversas universidades de todo o país foram representadas, entre elas a FMP/Fase, USP, UFRJ, PUC-Rio, Bahiana, UFScPA, UERJ, São Camilo, UNISUAM, UNIFESP, além de profissionais envolvidos com ensino em instituições como Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (INTO), Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, entre outras.
“O primeiro ponto que precisa ser levantado é que o fato de ter capacitação de ensino médico já é uma coisa mais rara no Brasil. Se a gente pensar que está aqui trazendo um curso inovador, inédito, que além de capacitar os profissionais médicos em um método de ensino, também orientam os professores em como devem ensinar a Medicina Baseada em Evidências isso traz muito orgulho para quem está participando desse processo desde o começo. Esse curso mostra a importância de capacitar o médico para ensinar, porque afinal de contas o ensinar a avaliação crítica, ensinar desenhos de estudo, ensinar a interpretar uma evidência científica, isso deve fazer parte da vida de qualquer médico da assistência, porque ele consegue avaliar de modo sistemático e crítico a informação que chega até ele. Isso é fundamental para ele tomar uma conduta que reduza a incerteza na prática”, avalia a médica Rachel Riera, professora de MBE na UNIFESP e membro do núcleo de avaliação de tecnologia em saúde no Hospital Sírio Libanês. Fonte: Planeg Publicidade

Por Redação

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