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Rogério Onofre é condenado a devolver R$ 410 milhões aos cofres de Paraíba do Sul

O não cumprimento da decisão judicial acarreta a penhora de todos os bens do ex-prefeito

Paraíba do Sul - (Política) - Sábado, 26 de Setembro de 2020 às 07:00 horas.

Atualizado em Sexta, 25 de Setembro de 2020 às 18:50 horas.

  Rogério Onofre é condenado a devolver R$ 410 milhões aos cofres de Paraíba do Sul

A decisão da juíza Ana Carolina Gantois Cardoso, para o processo Nº 0000104-91.2005.8.19.0040, intima o ex-prefeito de Paraíba do Sul e ex-presidente do Detro (Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro), Rogério Onofre de Oliveira, a devolver aos cofres do município a quantia no valor de R$ 410.093.497,00, por enriquecimento ilícito, improbidade administrativa e atos administrativos irregulares. Segundo a decisão da magistrada, o valor deve ser pago em 15 dias, dentro do prazo do recebimento, porém, não tivemos acesso à data em que o réu foi notificado pela justiça.

Diante do exposto e do não cumprimento da ordem judicial, o ex-prefeito poderá ter todos os seus bens penhorados pela justiça.

A ação foi movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pelo município de Paraíba do Sul.

Recentemente Rogério Onofre e sua mulher Dayse Deborah, pré-candidata à Prefeitura de Paraíba do Sul, com mais sete pessoas, foram denunciados pelo Ministério Público Federal por crimes que movimentaram mais de R$ 22 milhões. A Força Tarefa da Operação Lava Jato, esteve na residência do casal no final de julho, quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal, um na capital e dois em Paraíba do Sul. As investigações apontaram um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro com a compra de imóveis no Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais, com entregas de dinheiro em espécie no Rio de Janeiro, além de ocultar recursos no exterior.

Na denúncia, o MPF aponta que Rogério Onofre e Dayse, entre 2010 e 2017, praticaram oito atos de lavagem de dinheiro por intermédio de organização criminosa, com a realização de operações de compra e venda de imóveis em nome de terceiros, nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais, no valor de R$ 20.561.817,00. Entre 2014 e 2016, o casal também manteve conta no exterior, em nome de uma offshore, com o montante de USD 8.341.420,86.

Na Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato, inicialmente deflagrada em 2017, revelou o pagamento de propinas por empresários do setor de transporte para autoridades do estado, entre elas o ex-governador Sérgio Cabral, já condenado a quase 300 anos de prisão, e Rogério Onofre, denunciado por receber R$ 43 milhões.

Por Redação

Crédito da Foto: Reprodução

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