Terceira e última etapa da “Operação Meu Limão meu Limoeiro”, em Paraíba do Sul

Paraíba do Sul - (Polícia) - Terça, 02 de Julho de 2019.

Terceira e última etapa da “Operação Meu Limão meu Limoeiro”, em Paraíba do Sul

Foi realizada em Paraíba do Sul, no sábado (29), a terceira e última etapa da “Operação Meu Limão meu Limoeiro”, fechando assim a investigação que promoveu a total desarticulação do tráfico de drogas no bairro Limoeiro, região que fica ao lado da rodovia que corta o município.
O inquérito no qual transcorreu a investigação foi finalizado pela 107ª DP na semana passada e policiais civis (107ª DP) e militares (38º BPM) cumpriram oito dos nove mandados de prisão expedidos no dia 28 de junho pela justiça.
Com base nas informações colhidas o Ministério Público (MP) denunciou 14 pessoas pela prática do crime de associação para o tráfico de drogas. A justiça entendeu que cinco dessas pessoas poderão responder ao processo em liberdade porque não oferecem risco a ordem pública.
Os outros nove indivíduos, Tiago Santos da Cunha (Negreti), Diogo Camillo dos Santos (Russão), Jean Carlos Garcia Costa (Gordão), Jeifferson Santos Barbos (Belô), João Nuno da Silva Junior, Matheus dos Santos Arantes (Pitty), Douglas Trajano dos Santos Silva (Toquinho), Douglas Camillo dos Santos (Chico), Willian de Vasconcelos Pereira, tiveram suas prisões preventivas decretadas.
No sábado Douglas “Chico” foi encontrado e preso no bairro Ladeira Curupati e Douglas “Toquinho”, foi localizado e preso na Rua das Palhas. Tiago, Diogo, Jean, Jeifferson e João Nuno, já se encontravam no sistema penitenciário porque haviam sido presos no curso das investigações e no sábado todos eles tiveram um novo de mandado de prisão cumprido dentro do próprio presídio.
As investigações duraram oito meses e tiveram início após a apreensão de quase um quilo de cocaína em novembro de 2018 no porta luvas de um carro que estava parado no bairro Limoeiro. Em maio deste ano, durante a primeira etapa da operação, duas armas e mais entorpecentes foram apreendidos no endereço dos investigados.
Foi constatado que as atividades criminosas no bairro Limoeiro inicialmente eram lideradas por Tiago “Negrete”, natural de Paraíba do Sul que se mudou para a favela Ladeira dos Tabajaras, no Rio de Janeiro, de onde passou o comandar o tráfico de drogas em algumas localidades de sua cidade natal.
Os investigadores demonstraram que no bairro Limoeiro as atividades eram gerenciadas por Jean Carlos “Gordão” e no bairro Jatobá o gerente era Jeifferson “Belô” (este último inclusive fez uma espécie de “estágio” em favelas cariocas, onde foi fotografado portando um fuzil).
A investigação demonstrou que em março deste ano Tiago e Jean romperam a associação existente entre eles, ficando Tiago ligado apenas à Jeifferson “Belô” no bairro Jatobá (neste período Jeifferson recebeu de Tiago para revender na cidade, uma carga de cocaína no valor de R$14.000).
Nesta época, Jean aliou-se a Douglas “Russão”, indivíduo que, dentro do presídio, liderava o tráfico de drogas na localidade da “Favelinha”, no distrito de Barão de Angra, onde Douglas “Chico”, irmão de Diogo, exercia a função de gerente (as investigações demonstraram que Diogo “Russão” também era o chefe de Pedro Lucas Lopes Silvério, o Pepê, autor de diversos homicídios, que veio a ser morto em maio deste ano em um confronto com a polícia no bairro Habitat, em Três Rios. Os demais investigados eram vapores do tráfico de drogas ou auxiliavam a guardar e transportar armas e cargas de entorpecentes.
Willian de Vasconcelos Pereira, que estava foragido e era procurando dentro dessa operação, foi preso ontem (1) em Chiador pela PM mineira, que vinha trocando informações com a P2 do 38º BPM e com a Patamo da 2ª Cia da PM, em Paraíba do Sul. Contra Uilian havia um mandado de prisão por tráfico.
Essa foi uma das mais complexas investigações entre as realizadas até agora pela atual equipe da 107ª DP. De acordo com a polícia, essas importantes prisões frearam o avanço de facções criminosas no município e se deram em função de um minucioso trabalho integrado de inteligência da Policia Civil com o Serviço Reservado (P2) da Polícia Militar, com apoio do Ministério Público e Poder Judiciário.
Segundo a polícia, com esse trabalho, não se combateu apenas o tráfico de drogas, mas também foram coibidos homicídios, roubos e outros crimes violentos que são diretamente relacionados com a comercialização de entorpecentes.

Por Redação

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